Homo Videns
Homo Videns surgiu entre nós numa curta-metragem em stop motion. O realizador, frequenta o segundo ano no curso de cinema, e ao vermos outros filmes dele conseguimos perceber a sua volatilidade. Foi capaz de (re)criar de um ambiente com características pausadas outro com qualidades diversificadas que deixa qualquer espectador prender-se do primeiro ao último minuto desta curta-metragem. o título homo videns tem como base uma crítica social uma vez que este traduzido à letra significaria "passa a vida a ver tv". Explicarei a crítica da seguinte maneira: os meios de comunicação exercem, quer desde os anos 50 como hoje, um grande poder na mente do espectador. A voz passa a estar em função da visão, havendo uma subordinação do sonoro pelo áudio visual. O homem que vê televisão limita-se a ver sem realmente conhecer as coisas, de forma passiva completando-se apenas com opiniões. A televisão apenas transmite padrões e o discurso televisivo não apela à razão, uma vez que reflecte um pensamento rápido de pessoas com ideias estereotipadas. Mas é por estas imagens que aparecem de segundo em segundo, é por esta informação constante que a tv mostra, que o espectador se consola, iludido. E comporta estes pensamentos como dele, sem praticar qualquer outro tipo de conhecimento. Acaba por transformar-se um monstro viciado, incapaz de criar pensamentos em que seja capaz de racionalizar."É como uma espécie de fast food que cega o olhar e não nos deixa apoderar do que realmente consiste a comida rápida pois a única coisa que temos que fazer com ela é saborear",diz o realizador. E com estas palavras deixo a seguinte questão: é isto realmente o que queremos da televisão? Ser apenas meros absorventes passivos da manipulação dos meios sociais que bombardeiam as nossas mentes com afirmações muitas vezes falsas? A televisão acabará por ser um produtor em massa de más condutas?
Marta Winck
Marta Winck


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