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Sexta-feira, Novembro 09, 2007

City Hall Crew

O melhor que qualquer pessoa pode ter são as férias. É nestas altura que visitamos outras culturas, outros países e outras pessoas. Vemos coisas que realmente nos inspiram. Eu tive um desses momentos, noutra cultura, noutro país,com outras pessoas. E realmente inspirou-me, um documentário sobre Breakdance, foi o resultado. Encontrei este grupo a dançar na rua enquanto passeava pelas ruas de Fuengirola, enquanto dançavam as pessoas iam deixando uns trocos na caixa de papel. O mais impressionante disto, era serem muito novos e vivendo a um passo da praia, terem escolhido o Breakdance como hobbie. Tentei não tomar um partido sobre a sua realidade, e deixei que se exprimissem sem preconceitos. Pessoas que apenas se querem mostrar com a dança, tal como o cinema com as imagens, e mostrar de que são feitos. O documentário está dividido em duas partes.



Terça-feira, Novembro 06, 2007

Lazarus

Thirt13nCats vence prémio Village Xpress em Lisboa. É o primeiro prémio que recebe, conseguido com muito suor, esta curta foi gravada em dois dias, capturada em três dias e editada em dois dias. Tudo em tempo recorde para ser entregue a tempo. A curta nasceu de uma palavra, suicidio. Que desenvolvi à minha maneira com muita pesquisa sobre suicidio, pessoas famosas que se suicidaram, tipos de suicídio, razões para o suicídio,etc. Tentei perceber a realidade e mostrei-a de forma mais poética. Pus-me no papel de um suicída e tentei perceber o que pensam e o que sentem, tentando arranjar algo comum a todas as pessoas que o decidem fazer. Algo mais que os problemas comuns, algo existencial. Mostrei o suicidio através da hipocrisia, da felicidade, da consciência e do dia-a-dia, embutido em cada um em diferentes personagens. A problemática da curta é o medo, que quem se suicída, tem da hipótese de ressuscitar, da possibilidade da vida para além da morte, citando “se morro não quero acordar num mundo onde quero morrer outra vez.” A personagem não quer ressuscitar como aconteceu a Lazarus (personagem biblica que Jesus ressuscitou). Para recordar ficam as dificuldades que tive para realizar a curta, as hipocrisias que foram acidentalmente acondecendo e o prémio.

Domingo, Maio 20, 2007

Resplendor Soporífero

Esta curta foi inspirada na música Staring at the Sun dos Off Spring, é a minha interpretação dessa música. Fiz uma cover da música para a curta, com a intenção de ligar mais o espectador à curta e não ser vista como um video clip da música. Basicamente utilizei um tema com grande relevância actualmente mas sem fugir a uma mis-en-scéne mais antiga. A imagem é rude, com um cenário de submundo da máfia. Como em muitos filmes, utilizei a trilogia nas personagens, para mostrar relação entre elas sem a ter de explicar com diálogos.

Esto Proibido

Quando se reúne um grupo de amigos e uma camera de filmar por vezes saem coisas interessantes. Muitas ideias, muita vontade e muito cansaço. Começamos a gravar a meio da noite e só acabamos com o sol a nascer. De qualquer das maneiras fica a experiencia e a curta-metragem para nos recordarmos daquela noite. Eramos cinco e cada um de áreas diferentes, mas encontrámos um tema comum a todos e a todo ser humano: o amor. A ideia era sem contar nada, contar tudo, por isso a ausência de diálogos, poucas personagens e poucos cenários. De modo a que cada um a partir da sua própria expriência tirasse a sua própria conclusão, fazendo com que a curta não signifique o mesmo para todas as pessoas.

Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007

Gloriousness

No ano de 2007 está previsto o (re)lançamento de documentários sobre os Estados Unidos com mais informações sobre os atentados do 11 de setembro e sobre o Iraque. Falamos de Loose Change: Final Edition e Fahrenheit 9/11 1/2, dois documentários que nas edições anteriores nos surpreenderam e agora prometem descortinar ainda mais sobre o governo Americano. Usando o principio de Gaspar Noé em "Irréversible", a curta a seguir é a desconstrução destes documentários, através das ideias dos próprios documentários: ridicularização de Bush, os Dollars, as tropas presentes no Iraque, os atentados e outras mais. Apesar de codificada esta curta também apresenta, como nos documentários, uma conspiração.

Quarta-feira, Janeiro 10, 2007

Homo Videns

Homo Videns surgiu entre nós numa curta-metragem em stop motion. O realizador, frequenta o segundo ano no curso de cinema, e ao vermos outros filmes dele conseguimos perceber a sua volatilidade. Foi capaz de (re)criar de um ambiente com características pausadas outro com qualidades diversificadas que deixa qualquer espectador prender-se do primeiro ao último minuto desta curta-metragem. o título homo videns tem como base uma crítica social uma vez que este traduzido à letra significaria "passa a vida a ver tv". Explicarei a crítica da seguinte maneira: os meios de comunicação exercem, quer desde os anos 50 como hoje, um grande poder na mente do espectador. A voz passa a estar em função da visão, havendo uma subordinação do sonoro pelo áudio visual. O homem que vê televisão limita-se a ver sem realmente conhecer as coisas, de forma passiva completando-se apenas com opiniões. A televisão apenas transmite padrões e o discurso televisivo não apela à razão, uma vez que reflecte um pensamento rápido de pessoas com ideias estereotipadas. Mas é por estas imagens que aparecem de segundo em segundo, é por esta informação constante que a tv mostra, que o espectador se consola, iludido. E comporta estes pensamentos como dele, sem praticar qualquer outro tipo de conhecimento. Acaba por transformar-se um monstro viciado, incapaz de criar pensamentos em que seja capaz de racionalizar."É como uma espécie de fast food que cega o olhar e não nos deixa apoderar do que realmente consiste a comida rápida pois a única coisa que temos que fazer com ela é saborear",diz o realizador. E com estas palavras deixo a seguinte questão: é isto realmente o que queremos da televisão? Ser apenas meros absorventes passivos da manipulação dos meios sociais que bombardeiam as nossas mentes com afirmações muitas vezes falsas? A televisão acabará por ser um produtor em massa de más condutas?

Marta Winck

Domingo, Janeiro 07, 2007

non Art

Actualmente a arte contemporânea é menosprezada, e como noutros momentos da história não é considerada arte por ir contra os conceitos de arte vigentes. O reconhecimento de algo como arte é tardio e merecia outro tratamento. Ninguém quer morrer como Van Gogh sem lhe reconhecerem o génio. Logo este blog não é de qualquer forma arte mas a divulgação da visão de algumas pessoas sobre o mundo através da fotografia ou filme.
Segundo Roger Scruton a fotografia não é arte por se tratar de uma representação, de um processo mecânico, e por conseguinte o cinema também não o é, por serem várias fotografias em movimento. Despojamo-nos já de um rótulo e assim partimos sem quaisquer objectivos. Não queremos inovar, apenas mostrar as nossas cores, as nossas linhas, as nossas ideias.
Este blog não será divulgado, de forma a aparecer de forma mágica no dia-a-dia de qualquer um que o veja.